Aos
26 dias de Maio de 2012, em São Paulo, capital, aconteceu a segunda
edição da denominada '' Marcha das Vadias'', cujo foco principal é
combater o machismo. Esta forma de manifestação teve seu início no
Canadá e se espalhou pelo mundo.
O
machismo está tão arraigado na sociedade quanto as árvores mais
antigas, de tal forma que crescendo numa sociedade machista não é
difícil que se deixe contaminar e por vezes sem nem ter consciência
dos próprios atos e pensamentos ficamos suscetíveis ao machismo.
Sendo praticado até mesmo por mulheres em relação à outras
mulheres, o que acontece com uma frequência muito maior do que se
espera.
Desde
o tempo em que os homens viviam em cavernas começou essa divisão
dos sexos e com ela a diferença entre gêneros. Com a necessidade de
conseguir alimento e ao mesmo tempo proteger a prole, enquanto as
mulheres ficaram responsáveis pelas crianças, que afinal tinham o
primeiro contato com a mãe e, obviamente, eram alimentados por ela,
os homens saíam para caçar e buscar alimentos; criando assim uma
divisão de tarefas que se manteria e se mantém muitas vezes até os
tempos atuais, em que nem existe mais a necessidade de caça e a
prole pode ser protegida por ambas as partes.
A
marcha luta pela igualdade de direitos, pelo fim do machismo, pela
consciência de igualdade e contra a repreensão e o preconceito
sofrido pelas mulheres, e aconteceu na avenida em que mais mulheres
sofrem preconceito: a Rua Augusta, localizada próxima à Avenida
Paulista,sendo as duas as mais conhecidas de São Paulo. Um dos
propósitos da marcha este ano é pedir mais debate sobre a Medida
Provisória nº 557, que tramita no Congresso, esta, institui o
Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da
Gestante e Puérpera (mulher que deu à luz recentemente) para
Prevenção da Mortalidade Materna. Contudo as participantes
protestam: "Esse sistema pode agir como uma forma de monitorar
abortos ilegais, e achamos que ele precisa ser mais discutido",
além de questões como aborto, salários desiguais entre gêneros
para mesma função e preconceito na forma de se vestir das mulheres
(que por várias vezes é apontado como justificativa para
discriminação e atos de violência física e moral).
E
antes de mais nada para que haja a erradicação do machismo, é
necessário que as próprias mulheres se levantem contra ele, se
reconheçam como iguais e dotadas dos mesmos direitos e isso só vai
acontecer quando as mesmas se conscientizarem deles. Na graduação
de Gestão de Políticas Públicas, na USP, os alunos tem uma matéria
que trata dessa conscientização dos direitos, denominada Direito
Constitucional, ministrada pelo Professor Marcelo Arno Nerling, aonde
são incitados e induzidos a conhecer os seus próprios direitos,
para que quando estes lhe forem negados possam ser reivindicados com
apoio legal da própria Constituição da República Federativa do
Brasil, que é desconhecida da maioria dos brasileiros.
A
constituição deveria ser inserida nas escolas, nas próprias grades
obrigatórias, para que houvesse o seu conhecimento por toda a
população, e não somente para aqueles que depois de seu primeiro
contato com o mundo normativo brasileiro (frequentemente os
constituintes da Elite brasileira, possuidores de capital suficiente
para que os direitos não lhes faltem) e vão em busca de um maior
conhecimento dos direitos e obrigações para com o Brasil; Porém um
povo instruído não seria facilmente manipulado, como o é, e isso
não seria conveniente para o Estado segregacionista e
discriminador; E assim, homens e mulheres ficam privados de seus
direitos e a sociedade continua nos mesmos moldes antigos que não
deixam que se desenvolva e progrida.



